SINDSEMP participa de mais um ato contra a Reforma da Previdência, no dia 05 de dezembro

O Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (SINDSEMP), participa de mais um ato de protesto, contra a Reforma da Previdência, na manhã desta terça-feira(05), na Praça do Bambuzinho. A mobilização reuniu militantes de partidos da esquerda e movimentos sociais, assim como sindicatos e sociedade civil. Foi mais um momento de repúdio ao desmonte imposto pelo presidente Temer, que está articulando mais um golpe contra os trabalhadores brasileiros, visando o fim da aposentadoria.

O professor da zona rural do IF Sertão Pernambucano, Campus Petrolina, Herbes Cintra, elogia os participantes da mobilização nacional, que mesmo com as manobras do governo, tentando acabar com o ato, se fizeram presentes nas ruas para mostrar a força do povo. “A luta sindical é uma luta de classes, feita de guerreiros e guerreiras que decidem encarar mesmo em momentos difíceis. Por mais que nós tenhamos uma desordem no sentido de inviabilizar o movimento, nós tivemos a conclamação daqueles que aqui estão. Então é hora de mostrar a nossa força. Nós do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, nós resistimos à tentativa de desarticulação e trouxemos pra rua as pessoas que nos representam e querem fazer a sua história, uma história que certamente vai trazer bons frutos”, falou se referindo aos professores e alunos que se fizeram presentes.

 O estudante de Ciências Sociais da Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF) e militante da União da Juventude Comunista, Matheus Rodrigues faz uma conclamação aos jovens, para a conscientização da gravidade do momento político que em vivemos. “A reforma da previdência é prejudicial à classe trabalhadora, principalmente, a juventude compreende que essa reforma vai precarizar ainda mais, nós, jovens que somos os próximos a não terem esse direito, que é a aposentadoria, ou ter acesso de forma muito precarizada, ou a tempo de morrer, como propõe a própria reforma. Queremos dizer aos jovens que procurem coletivos nos bairros, escolas, grêmios estudantis e universidades, ou procurem as organizações presentes que lutem contra a reforma, para lutar e massificar os atos. A mensagem que deixo é que os jovens se mobíliem, porque só assim a gente muda a vida”, finalizou.

A militante e tesoureira do PSOL, Maria Perpétua Rodrigues enfatiza os prejuízos que essa reforma traz para as mulheres, como as principais prejudicadas. “Além da questão da tripla jornada de trabalho, nós mulheres somos as mais afetadas na diferença de salário e emprego. Com essa reforma da previdência, imagine uma professora na sala de aula com 62 anos...É preciso que as mulheres continuem na luta e ocupem os espaços políticos. O presidente está enganando os trabalhadores e trabalhadoras quando prorroga o prazo para as aposentadorias, porque nós, trabalhadores, principalmente de classe pobre ou média, começamos a trabalhar cedo, o que significa que vamos contribuir mais de 40 anos, e não existe essa perspectiva de vida que eles falam”, reforça Perpétua.

O presidente do SINDSEMP, Walber Lins, que manteve a paralização, fala sobre a necessidade de continuar na luta, visando o fortalecimento das classes. “Conforme a orientação da nossa CUT de Pernambuco, na pessoa do nosso presidente, Carlos Veras, os atos foram mantidos e nós conduzimos o ato, a exemplo da panfletagem, orientando a população petrolinense, ressaltando a população brasileira sobre a reforma da previdência. Uma reforma que vem pronta, de uma maneira diferente agora, com a estratégia de partilhar os Projetos de Lei, de uma forma que sejam divididos o projeto inicial em vários Projetos de Lei, para que possa ser assegurada essa reforma da previdência, do jeito que o presidente Temer quer”, conclui Walber, agradecendo a todos os servidores que se fizeram presentes, e às demais organizações que fortaleceram a mobilização, a exemplo dos sindicatos, partidos e a Frente Brasil Popular.

Os discursos foram enfáticos ao se tratar dos políticos da região que estão votando contra a classe trabalhadora, no sentido de pedir ao povo de Petrolina para darem as respostas nas urnas.